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Mudar… Mudar a maneira de ser, de viver, de se relacionar consigo mesmo/a, com os familiares, com amigos/as ou inimigos/as, com O Sagrado, ou com o profano, tem sido metas que muitos/as buscam, outros se recusam, e alguns conseguem alcançar.

Tal atitude de mudar, pode ser uma arte, uma evolução, um ato de sabedoria, gerador de alegrias e frutifera vida social. Mas pode também ser, um desastre, uma involução, uma insensatez, motivo para tristeza pessoal e comunitária, produzindo exclusão ou auto-exclusão. Estas qualidades antagônicas podem acompanhar ou derivar da vida de quem muda, pois só há duas possibilidades para aqueles/as que desejam e ousam mudar: tornar-se melhor, ou pior. E as consequencias acima citadas, dependerá sempre de qual das duas alternativas supracitadas se escolhe.

Existe também aqueles/as que sabem que precisam mudar, tentam mudar, mas não conseguem, e por tais razões vivem afundados num mundo de conflitos, cheio de culpa, ódio, angustia, amargura e solidão. Este grupo de pessoas precisa de acolhida, amor e ajuda. Há ainda aquelas pessoas que são imutáveis, ou seja, são sempre da mesma maneira, no ser e agir, mesmo a despeito de tudo o que lhes ocorrem, do tempo que passa, das circunstancias da vida, elas continuam as mesmas. São as eternas seguidoras da “filosofia de Gabriela”, personagem da canção de Dorival Caymmi, a qual se firma e afirma sobre si mesma, dizendo:

Eu nasci assim, eu cresci assim
Eu sou mesmo assim
Vou ser sempre assim
Gabriela, sempre Gabriela

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Dos muitos fatos ocorridos em minha infância, marcada pela pobreza e constantes mudanças de casas, pois nos faltava à própria, fulgura um acontecimento que ainda hoje me emociona. Considero-o, a maior lição prática sobre graça e misericórdia que vivi. O mestre que me deu tal lição foi meu pai, um negro baiano e analfabeto que mal sabia desenhar as letras do próprio nome.

Meu pai, Luis Zacarias da Silva, certa vez contou-nos que saíra de casa quando tinha dezesseis anos. Fora embora, após uma violenta surra que recebera de seu pai. Mostrou-nos, em suas costas as marcas das chicotadas, conseqüência de uma punição que recebera ao ser acusado pela madrasta de ter enfrentado-a. De outra feita, já havia sido severamente surrado, sob a alegação de que dava maus exemplos aos mais novos, os quais já não queria obedecer às ordens daquela que ocupara o lugar da falecida mãe deles.
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INTRODUÇÃO

Vivemos tempos conturbados. Tempos de apostasia da verdade, onde os “profetas da prosperidade” formam o “clube dos prósperos” via televisão, por meio de cartões de créditos ou boletos bancários. Tempos de mudanças de padigmas nos quais os sinais de uma fé cristã verdadeira são prosperar financeiramente conquistando dinheiro e bens materiais.

Nessa “nova era” onde o “ter” demonstra o “ser” palavras que durante séculos fizeram parte do linguajar cristão, a exemplos de: renúncia, desapego, pobreza evangélica, porvir e etc., cairam em desuso. Em substituição a elas surgiram novas expressões tais como: prosperar, conquistar, determinar, se apossar, triunfar… As Bem Aventuranças são reivindicadas para o aqui e agora, pobreza e sofrimento são coisas para crentes pecadores, amaldiçoados ou fracos na fé, o selo da promessa é ser prospero.

Aproveitando tal cenário que muito se distancia do Evangelho de Cristo, a Campanha da Fraternidade realizada este ano pelo CONIC, além da Igreja Católica Romana, contando com a presença de denominações protestantes tais como: igrejas Luterana no Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil, Presbiteriana Unida do Brasil, Sírian Ortodoxa de Antioquia e Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, traz o seguinte tema: “Fraternidade e Economia” seguido pelo lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6, 24).

Diante do acima exposto, por considerar o tema atual e pertinente resolvi colaborar na reflexão postando novamente um artigo/estudo que escrevi em dezembro de 2009. Para mim, a Campanha da Fraternidade além de provocar uma reflexão sobre a economia e má distribuição de renda, tem como meta chamar a atenção para a falaciosa “Teologia da Prosperidade” que vinda dos EUA encontrou terreno fertil no Brasil.
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O amor é sentimento que nos consome. O amor é virtude que quando toma forma, só pode ter um único, pequeno, mas sublime nome: Mãe. Falar de amor é falar de mães, falar de mães é falar de amor, falar de mães é falar de alegrias, sofrimentos, felicidade, mas também de dores, falar de mães é falar da vida, falar de mães é falar de flores… Estamos nos aproximando de mais um segundo domingo de Maio, portanto, dia das mães. Pelo avizinhar de tal data, pus me a refletir sobre a importância dessas mulheres na vida de todas as organizações humanas. Aliás, sem elas não haveria organizações humanas, pois nem sequer humanidade haveria. São mulheres que lutam, que choram, que sorriem, que amam, que oram e clamam. São Marias, Isabéis, Josefinas, Fátimas, Jéssicas, Elianes, Janaínas, são Terezas, são Auroras… são tantas mães por este Brasil afora. São elas: negras, brancas, amarelas, solteiras, casadas, viúvas, divorciadas, domésticas, advogadas, professoras, políticas, empresárias, senhoras do lar, pastoras, missionárias, episcopisas, revolucionárias.

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