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E, o Verbo se fez carne habitou entre nós… (Jo 14a) O “Tereré” é uma bebida típica aqui do Mato Grosso do Sul, semelhante ao fervente chimarrão do Rio Grande do Sul, apreciado pelos gaúchos, prepara-se o Tereré, também com erva, porém sua erva é mais grossa do que a do chimarrão gaúcho, devendo ser servido com água bem gelada. O Tereré é uma bebida saborosa, contudo, todos que a apreciam, sabem bem que, ela realmente se torna mais aprazível, quando dois ou três estão reunidos. Pode-se até tomar sozinho, mas não é igual, pois o que agrega prazer ao Tereré são as pessoas presentes e o bate-papo que flui naturalmente. Tendo pessoas, basta uma jarra de água bem gelada, na qual alguns adicionam limão, uma cuia ou um copo, uma boa erva, e alguém disposto a servir. Faz-se uma rodinha, puxa-se um assunto, e partilha-se a vida e o Tereré.

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“Deus faz que o solitário more em família;” (Sal 68.6a)

Muitos dos meus artigos e até mesmo sermões, são frutos de conversas que tenho com amigos. Penso que, amigos são pessoas que no cotidiano sempre nos acrescentam algo. Tenho um amigo, o qual é para mim mais que um amigo, é um verdadeiro irmão. Houve um tempo no qual eu e esse meu amigo de fé e irmão camarada, caminhávamos pela manha. Embora naquele período, mesmo gostando de teologia, não eramos teólogos de fato, contudo, a partir das 6 horas da manha, eu e meu amigo saíamos para aquilo que poderíamos chamar de: “caminhadas teológicas marginais”.
Hodiernamente na Faculdade de Teologia, tenho aprendido que teólogos são aqueles que se debruçam sobre questões relacionadas com a fé, e como por meio de sua fé, pessoas humanas se relacionam com Deus, Pessoa Divina que se revela. Diante de tal definição concluo então que, eu e meu amigo, éramos e ainda somos teólogos marginais. Eramos, pois discutíamos sobre questões relativas à fé, porém não de forma sistematizada, faltando formação acadêmica. Somos, pois para mim ainda resta um ano para a conclusão do Curso Teológico Pastoral, e o Sidney, embora já sentindo a chamada vocacional para o ministério, ainda se prepara para iniciar seus estudos na área teológica.

Como teólogos marginais, em nossas caminhadas matinais, nós dialogávamos sobre diversas coisas relativas à fé, a Igreja e o mundo. Coisas que nos edificavam mutuamente. Nossos assuntos eram ricamente ecléticos, pois falávamos sobre tudo: Cristianismo, Judaísmo, Budismo, Islamismo e outras religiões. Sobre músicas, poesias e canções.

No campo da fé Cristã, comentávamos sobre os gigantes da antiguidade: <i>Santo Agostinho, Martinho Lutero, João Calvino, João Wesley</i>. Discutíamos sobre o legado destes homens, verdadeiros faróis, que acesos no passado, ainda no presente refletem as luzes que receberam do Senhor, podendo guiar a Igreja Reformada, mas sempre reformanda.

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