Posts com Tag ‘Reverendo’

INTRODUÇÃO

O exercício do ministério pastoral traz um peso de responsabilidade sobre nós, pois ao recebermos a ordenação, ou uma licença para exerce-lo, já não somos mais pessoas comuns. Ser pastor/a no Brasil, “por hora” ainda é ser pessoa na qual boa parte da sociedade “ainda” deposita créditos. Essa boa parte da sociedade espera que o/a pastor/a viva de acordo com o que prega honrando o Nome de Deus, da Igreja Cristã, e da Denominação que representa.

Frisei “por hora” e “ainda”, pois teorizo que diante de tantos escândalos envolvendo pastores/as e falsos/as pastores/as, tais créditos estão se esgotando. Ainda mais num tempo em que do lado “protestante” “pastores” são pegos traficando armas, ou envolvidos em roubos, enquanto do lado católico romano, padres são presos por pedofilia e a TV mostra em horário nobre todo um programa de jornalismo policial onde um “respeitavel” monsenhor de 83 anos é flagrado fazendo sexo com um coroinha.

Neste artigo quero partilhar um pouco da minha caminhada e rememorar a “dança das siglas” e as experiências que vivi ao longo de sete anos. Se você tiver paciência de me acompanhar, quem sabe descobrirá que seguimos a mesma trilha. Este artigo narra uma caminhada maravilhosa, onde dei o primeiro passo como Evangelista, passei a Missionário Designado, depois para Pastor acadêmico, e agora estou Aspirante ao Presbitério. A caminhada não terminou, daqui há sete anos se Deus me conceder graça, continuarei a narrar a sequência dela. Vem comigo! Vem conhecer um pouco sobre a crise do:

“SER OU NÃO SER?”

Há sete anos, quando era um evangelista na Igreja Metodista Cabeceira Alegre em Dourados – MS, fui desafiado por meu pastor Marcio Bandeira e pelo Superintendente Distrital Getro da Silva Camargo, a mudar-me para Fátima do Sul, e fazer um trabalho junto à comunidade metodista ali existente. A Igreja em Fátima do Sul, apesar de seus trinta e cinco anos na época estava com sua membresia reduzida a quinze pessoas, e segundo alguns membros mais antigos, houve vezes de no culto de domingo ter apenas cinco pessoas. Falei com minha esposa e filhos, e aceitamos o desafio proposto.

Mudamo-nos para Fátima do Sul, por um tempo trabalhei como pedreiro, tempo depois eu consegui trabalho em uma fábrica e instaladora de padrões elétricos. Mnha esposa arrumou trabalho de doméstica, depois passou a trabalhar no DETRAN da cidade. 2003 foi o ano que marcou meu ministério, pois com muito trabalho fora e dentro da igreja, em dezembro recebemos onze novos membros, os quais foram recepcionados pelo pastor Gabriel Colhante, o qual substituiu Marcio Bandeira em Dourados. Naturalmente como um evangelista eu não podia realizar atos pastorais, razão pela qual a cada mês vinha um pastor/a do distrito para ministrar a Santa Ceia.
(mais…)

O exercício do ministério pastoral traz um peso de responsabilidade sobre nós, pois ao recebermos a ordenação, ou uma licença para o exercício de tal ministério, já não somos mais pessoas comuns. Ser pastor no Brasil, “por hora” ainda é ser pessoas a quem a sociedade, ou boa parte dela “ainda” deposita créditos, e espera que honrem no ministério o nome do Deus que declaram crer e da instituição (Igreja) a qual representam. Frisei “por hora” e “ainda”, pois teorizo que diante de tantos escândalos, envolvendo pastores/as e falsos/as pastores/as, tais créditos estão se esgotando.

(mais…)