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Rev. José do Carmo da Silva – Mano Zé do Egito

Comumente os pregadores da “Teologia” da prosperidade citam os patriarcas e reis do Antigo Testamento como exemplos de que os servos de Deus devem ser prósperos financeiramente como sinais de que possuem fé. Segundo eles a fé é manifesta pelo ter, ter bênçãos materiais.
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Publicado: 06/07/2010 em Artigos, Teologia
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Um pastor Metodista mineiro, aqui das bandas de Mato Grosso do Sul, estava caminhando, quando tropeçou em um livro empoeirado. Ao limpar o pó, viu que na capa estava escrito: Bíblia de Prosperidade financeira e saúde plena. Manual da Determinação.

Curioso, o pastor mineiro abriu a Bíblia no Capitulo 171 do evangelho da prosperidade e leu a seguinte orientação: “determine, determine e dar-se vós-á. Associai-vos, associai-vos e prosperareis. Exijais, Exijais e recebereis”. Sacrificais, sacrificais e vencereis. O pastor mineiro achou estranho aquele versículo, tendo a impressão de já ter lido algo semelhante em algum lugar. Mas mesmo desconfiado resolveu seguir a parte (a), dizendo: – Vou ver se esse “trem” funciona mesmo, uai!
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INTRODUÇÃO

Vivemos tempos conturbados. Tempos de apostasia da verdade, onde os “profetas da prosperidade” formam o “clube dos prósperos” via televisão, por meio de cartões de créditos ou boletos bancários. Tempos de mudanças de padigmas nos quais os sinais de uma fé cristã verdadeira são prosperar financeiramente conquistando dinheiro e bens materiais.

Nessa “nova era” onde o “ter” demonstra o “ser” palavras que durante séculos fizeram parte do linguajar cristão, a exemplos de: renúncia, desapego, pobreza evangélica, porvir e etc., cairam em desuso. Em substituição a elas surgiram novas expressões tais como: prosperar, conquistar, determinar, se apossar, triunfar… As Bem Aventuranças são reivindicadas para o aqui e agora, pobreza e sofrimento são coisas para crentes pecadores, amaldiçoados ou fracos na fé, o selo da promessa é ser prospero.

Aproveitando tal cenário que muito se distancia do Evangelho de Cristo, a Campanha da Fraternidade realizada este ano pelo CONIC, além da Igreja Católica Romana, contando com a presença de denominações protestantes tais como: igrejas Luterana no Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil, Presbiteriana Unida do Brasil, Sírian Ortodoxa de Antioquia e Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, traz o seguinte tema: “Fraternidade e Economia” seguido pelo lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6, 24).

Diante do acima exposto, por considerar o tema atual e pertinente resolvi colaborar na reflexão postando novamente um artigo/estudo que escrevi em dezembro de 2009. Para mim, a Campanha da Fraternidade além de provocar uma reflexão sobre a economia e má distribuição de renda, tem como meta chamar a atenção para a falaciosa “Teologia da Prosperidade” que vinda dos EUA encontrou terreno fertil no Brasil.
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