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Reverendo José do Carmo da Silva – Mano Zé do Egito

ImagemNaquela noite, como de costume, o sermão dele foi ácido puro, derramou fogo e enxofre sobre a congregação. Esmurrando o púlpito, gritava alto, dizendo que Deus odiava os hipócritas, detestava espírita, abominava católicos, repudiava judeus, mas que estava disposto a dar uma segunda chance a quem se tornasse adepto da igreja dele.

Julgava-se iluminado, intocável, crente que possuía infalibilidade pastoral ficava cheio de orgulho “santo” quando alguém lhe batia nas costas e o declarava como, “a boca de Deus falando suas ultimas palavras aos homens”. Estranhamente sempre tinha gente elogiando as mensagens dele, apesar de que o índice de pessoas depressivas na congregação aumentava na mesma velocidade que ela se esvaziava. Tinha uma preferência mórbida por textos do Antigo Testamento, dizia que o povo tinha que primeiro sentir a lei para assim valorizar a graça quando conseguissem merecê-la por meio de suas vidas santas.
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INTRODUÇÃO

O exercício do ministério pastoral traz um peso de responsabilidade sobre nós, pois ao recebermos a ordenação, ou uma licença para exerce-lo, já não somos mais pessoas comuns. Ser pastor/a no Brasil, “por hora” ainda é ser pessoa na qual boa parte da sociedade “ainda” deposita créditos. Essa boa parte da sociedade espera que o/a pastor/a viva de acordo com o que prega honrando o Nome de Deus, da Igreja Cristã, e da Denominação que representa.

Frisei “por hora” e “ainda”, pois teorizo que diante de tantos escândalos envolvendo pastores/as e falsos/as pastores/as, tais créditos estão se esgotando. Ainda mais num tempo em que do lado “protestante” “pastores” são pegos traficando armas, ou envolvidos em roubos, enquanto do lado católico romano, padres são presos por pedofilia e a TV mostra em horário nobre todo um programa de jornalismo policial onde um “respeitavel” monsenhor de 83 anos é flagrado fazendo sexo com um coroinha.

Neste artigo quero partilhar um pouco da minha caminhada e rememorar a “dança das siglas” e as experiências que vivi ao longo de sete anos. Se você tiver paciência de me acompanhar, quem sabe descobrirá que seguimos a mesma trilha. Este artigo narra uma caminhada maravilhosa, onde dei o primeiro passo como Evangelista, passei a Missionário Designado, depois para Pastor acadêmico, e agora estou Aspirante ao Presbitério. A caminhada não terminou, daqui há sete anos se Deus me conceder graça, continuarei a narrar a sequência dela. Vem comigo! Vem conhecer um pouco sobre a crise do:

“SER OU NÃO SER?”

Há sete anos, quando era um evangelista na Igreja Metodista Cabeceira Alegre em Dourados – MS, fui desafiado por meu pastor Marcio Bandeira e pelo Superintendente Distrital Getro da Silva Camargo, a mudar-me para Fátima do Sul, e fazer um trabalho junto à comunidade metodista ali existente. A Igreja em Fátima do Sul, apesar de seus trinta e cinco anos na época estava com sua membresia reduzida a quinze pessoas, e segundo alguns membros mais antigos, houve vezes de no culto de domingo ter apenas cinco pessoas. Falei com minha esposa e filhos, e aceitamos o desafio proposto.

Mudamo-nos para Fátima do Sul, por um tempo trabalhei como pedreiro, tempo depois eu consegui trabalho em uma fábrica e instaladora de padrões elétricos. Mnha esposa arrumou trabalho de doméstica, depois passou a trabalhar no DETRAN da cidade. 2003 foi o ano que marcou meu ministério, pois com muito trabalho fora e dentro da igreja, em dezembro recebemos onze novos membros, os quais foram recepcionados pelo pastor Gabriel Colhante, o qual substituiu Marcio Bandeira em Dourados. Naturalmente como um evangelista eu não podia realizar atos pastorais, razão pela qual a cada mês vinha um pastor/a do distrito para ministrar a Santa Ceia.
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E, o Verbo se fez carne habitou entre nós… (Jo 14a) O “Tereré” é uma bebida típica aqui do Mato Grosso do Sul, semelhante ao fervente chimarrão do Rio Grande do Sul, apreciado pelos gaúchos, prepara-se o Tereré, também com erva, porém sua erva é mais grossa do que a do chimarrão gaúcho, devendo ser servido com água bem gelada. O Tereré é uma bebida saborosa, contudo, todos que a apreciam, sabem bem que, ela realmente se torna mais aprazível, quando dois ou três estão reunidos. Pode-se até tomar sozinho, mas não é igual, pois o que agrega prazer ao Tereré são as pessoas presentes e o bate-papo que flui naturalmente. Tendo pessoas, basta uma jarra de água bem gelada, na qual alguns adicionam limão, uma cuia ou um copo, uma boa erva, e alguém disposto a servir. Faz-se uma rodinha, puxa-se um assunto, e partilha-se a vida e o Tereré.

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O Brasil tem acompanhado atonitamente as investigações, que apontam Alexandre Nardoni, juntamente com Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella Nardoni, como principais responsáveis pelo assassinato da menina. O caso chama a atenção, por não ter sido um assassinato comum. Isabella era uma criança indefesa, que segundo o que já foi apurado até aqui pelos peritos, antes de ser covardemente jogada pela janela do apartamento, teria sido espancada. O crime tem gerado comoção pública, pelo fato de que possivelmente a vida de Isabella foi ceifada, por aquele/a que deveria dela cuidar. Dispensando-a: amor, carinho, e acima de tudo proteção.

O crime choca e gera revolta, pois Isabella, foi tomada nos braços, possivelmente pelo pai, não para ser embalada, como um pai faz carinhosamente com um filho/a. Isabella, se acaso foi tomada nos braços pelo pai, foi para ser lançada. Lançada, não como muitos pais, cheios de carinho, jogam para o alto seu rebento, e alegremente nos braços firmes o apara. Isabella, quem sabe, já sem vida, foi lançada para baixo, atravé de um buraco na rede, que lhe deveria trazer segurança. Mas penso que, em vão existem cercas, para nada servem as redes, se quem deveria amar, não cercou os filhos com carinho, enredando os com laços de cuidado e ternura. Em vão existem redes nas janelas, se o amor não edificar a casa. Quando o amor, não está presente, qualquer ato de fúria, qualquer ato de descontrole, são facas e tesouras afiadas, prestes a furar a rede. Restando depois, somente dissimulação, hipocrisia, e por toda uma vida o atormentar da consciência. Digo, que o amor não estava presente neste caso, pois penso que quem ama, não espanca, quem ama, não se omite deixando outro/a espancar. Quem ama, não mata. Mas se matar em um ato de loucura, por um fatal acidente, quem ama então põe de lado as máscaras, derramando lágrimas de real arrependimento, assumindo a culpa e se submetendo ao rigor da lei até as ultimas conseqüencias.

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