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E constrangeram um certo Simão, cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz. (Mc 15.21)

Os Evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas, conhecido como Sinóticos, falam de dois Simões que tiveram contato com Jesus Cristo. Eles falam de Simão Pedro, a quem Jesus chamou para ser seu discípulo, e fala de Simão de Cirene, ou Simão o Cireneu, o qual fora forçado pelos soldados romanos a carregar à cruz de Cristo. Simão Pedro era Judeu e pescador, Simão Cireneu era natural de Cirene, na África. Ele era um homem negro, o qual é chamado de Simão Níger (At 13.1), literalmente, Simão, o Negro.
As semelhanças entre os dois Simões, estão somente em seus nomes: Pois um sendo Judeu, possuía a pele mais clara, o outro sendo natural da África, possuía a tez negra. Um foi chamado por Jesus, para segui-lo, o outro foi forçado pelos romanos a andar sob a cruz de Cristo. Um foi encontrado a beira do mar da Galiléia, quando Jesus iniciava seu ministério, o outro se encontrou com o Mestre na via dolorosa, rumo a saída de Jerusalém, quando Jesus estava chegando ao final de seu ministério terreno. Ao encontrar-se com Simão, o negro, Jesus de Nazaré, já havia sido supliciado pelos soldados romanos, estava muito cansado e ensangüentado sob o peso da rude cruz. Os soldados que eram peritos em crucificação, certamente se deram conta que, se acaso outro não levasse a cruz, o condenado, não chegaria vivo ao alto do gólgota para cumprir sua sentença: morte de cruz.

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Penso que talvez a maior crise da sociedade brasileira, e quem sabe da humanidade, atualmente seja a falta de modelos referenciais, principalmente para a juventude. Imagino que tal crise, ao menos em solo brasileiro não seja tão atual assim. A meu ver ela já se manifestava em décadas anteriores. Edifiquei esta opinião tendo como base uma música, por nome: “Ideologia”, que foi grande sucesso no final da década de oitenta, de autoria de Cazuza e Roberto Frejat: O meu prazer/ Agora é risco de vida/ Meu sex’n’drugs/ Não tem nenhum Rock’n’Roll/ Eu vou pagar a conta do analista/ Pra nunca mais ter que saber quem eu sou/ Saber quem eu sou/ Pois aquele garoto que iria mudar o mundo/ Mudar o mundo/ Agora assiste a tudo de cima do muro/ Meus heróis morreram de overdose/ E meus inimigos estão no poder/ Ideologia/ Eu quero uma pra viver”.

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