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Reverendo José do Carmo da Silva – Mano Zé do Egito

ImagemNaquela noite, como de costume, o sermão dele foi ácido puro, derramou fogo e enxofre sobre a congregação. Esmurrando o púlpito, gritava alto, dizendo que Deus odiava os hipócritas, detestava espírita, abominava católicos, repudiava judeus, mas que estava disposto a dar uma segunda chance a quem se tornasse adepto da igreja dele.

Julgava-se iluminado, intocável, crente que possuía infalibilidade pastoral ficava cheio de orgulho “santo” quando alguém lhe batia nas costas e o declarava como, “a boca de Deus falando suas ultimas palavras aos homens”. Estranhamente sempre tinha gente elogiando as mensagens dele, apesar de que o índice de pessoas depressivas na congregação aumentava na mesma velocidade que ela se esvaziava. Tinha uma preferência mórbida por textos do Antigo Testamento, dizia que o povo tinha que primeiro sentir a lei para assim valorizar a graça quando conseguissem merecê-la por meio de suas vidas santas.
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Mudar… Mudar a maneira de ser, de viver, de se relacionar consigo mesmo/a, com os familiares, com amigos/as ou inimigos/as, com O Sagrado, ou com o profano, tem sido metas que muitos/as buscam, outros se recusam, e alguns conseguem alcançar.

Tal atitude de mudar, pode ser uma arte, uma evolução, um ato de sabedoria, gerador de alegrias e frutifera vida social. Mas pode também ser, um desastre, uma involução, uma insensatez, motivo para tristeza pessoal e comunitária, produzindo exclusão ou auto-exclusão. Estas qualidades antagônicas podem acompanhar ou derivar da vida de quem muda, pois só há duas possibilidades para aqueles/as que desejam e ousam mudar: tornar-se melhor, ou pior. E as consequencias acima citadas, dependerá sempre de qual das duas alternativas supracitadas se escolhe.

Existe também aqueles/as que sabem que precisam mudar, tentam mudar, mas não conseguem, e por tais razões vivem afundados num mundo de conflitos, cheio de culpa, ódio, angustia, amargura e solidão. Este grupo de pessoas precisa de acolhida, amor e ajuda. Há ainda aquelas pessoas que são imutáveis, ou seja, são sempre da mesma maneira, no ser e agir, mesmo a despeito de tudo o que lhes ocorrem, do tempo que passa, das circunstancias da vida, elas continuam as mesmas. São as eternas seguidoras da “filosofia de Gabriela”, personagem da canção de Dorival Caymmi, a qual se firma e afirma sobre si mesma, dizendo:

Eu nasci assim, eu cresci assim
Eu sou mesmo assim
Vou ser sempre assim
Gabriela, sempre Gabriela

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O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos. Pv 17.22.

“Uma piedade azeda (amarga) é religião do diabo”. ou “Piedade (religião) carrancuda é religião do diabo” João Wesley
Reflexão escrita com base na Bíblia Sagrada e no Samba: Viver e não ter a vergonha de ser feliz. De Autoria de Gonzaguinha.

Dia desses, eu ouvia um música cristã chamada: ROSTO DE CRISTO que em determinado trecho diz assim:

Não creio, não creio num Cristo vencido,
Cheio de amargura, semblante de dor;
Eu creio no Cristo de rosto alegre,
Eu creio em Jesus, vencedor.

Diante da mensagem da supracitada canção, cuja autoria me é desconhecida, comecei a refletir sobre algumas incoerências existentes no meio cristão. São tantas as incoerências, mas aqui quero abordar uma delas, que é a atitude de se pregar uma coisa e viver outra.

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