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O Brasil tem acompanhado atonitamente as investigações, que apontam Alexandre Nardoni, juntamente com Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella Nardoni, como principais responsáveis pelo assassinato da menina. O caso chama a atenção, por não ter sido um assassinato comum. Isabella era uma criança indefesa, que segundo o que já foi apurado até aqui pelos peritos, antes de ser covardemente jogada pela janela do apartamento, teria sido espancada. O crime tem gerado comoção pública, pelo fato de que possivelmente a vida de Isabella foi ceifada, por aquele/a que deveria dela cuidar. Dispensando-a: amor, carinho, e acima de tudo proteção.

O crime choca e gera revolta, pois Isabella, foi tomada nos braços, possivelmente pelo pai, não para ser embalada, como um pai faz carinhosamente com um filho/a. Isabella, se acaso foi tomada nos braços pelo pai, foi para ser lançada. Lançada, não como muitos pais, cheios de carinho, jogam para o alto seu rebento, e alegremente nos braços firmes o apara. Isabella, quem sabe, já sem vida, foi lançada para baixo, atravé de um buraco na rede, que lhe deveria trazer segurança. Mas penso que, em vão existem cercas, para nada servem as redes, se quem deveria amar, não cercou os filhos com carinho, enredando os com laços de cuidado e ternura. Em vão existem redes nas janelas, se o amor não edificar a casa. Quando o amor, não está presente, qualquer ato de fúria, qualquer ato de descontrole, são facas e tesouras afiadas, prestes a furar a rede. Restando depois, somente dissimulação, hipocrisia, e por toda uma vida o atormentar da consciência. Digo, que o amor não estava presente neste caso, pois penso que quem ama, não espanca, quem ama, não se omite deixando outro/a espancar. Quem ama, não mata. Mas se matar em um ato de loucura, por um fatal acidente, quem ama então põe de lado as máscaras, derramando lágrimas de real arrependimento, assumindo a culpa e se submetendo ao rigor da lei até as ultimas conseqüencias.

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