Arquivo da categoria ‘Cristológia’

Mudar… Mudar a maneira de ser, de viver, de se relacionar consigo mesmo/a, com os familiares, com amigos/as ou inimigos/as, com O Sagrado, ou com o profano, tem sido metas que muitos/as buscam, outros se recusam, e alguns conseguem alcançar.

Tal atitude de mudar, pode ser uma arte, uma evolução, um ato de sabedoria, gerador de alegrias e frutifera vida social. Mas pode também ser, um desastre, uma involução, uma insensatez, motivo para tristeza pessoal e comunitária, produzindo exclusão ou auto-exclusão. Estas qualidades antagônicas podem acompanhar ou derivar da vida de quem muda, pois só há duas possibilidades para aqueles/as que desejam e ousam mudar: tornar-se melhor, ou pior. E as consequencias acima citadas, dependerá sempre de qual das duas alternativas supracitadas se escolhe.

Existe também aqueles/as que sabem que precisam mudar, tentam mudar, mas não conseguem, e por tais razões vivem afundados num mundo de conflitos, cheio de culpa, ódio, angustia, amargura e solidão. Este grupo de pessoas precisa de acolhida, amor e ajuda. Há ainda aquelas pessoas que são imutáveis, ou seja, são sempre da mesma maneira, no ser e agir, mesmo a despeito de tudo o que lhes ocorrem, do tempo que passa, das circunstancias da vida, elas continuam as mesmas. São as eternas seguidoras da “filosofia de Gabriela”, personagem da canção de Dorival Caymmi, a qual se firma e afirma sobre si mesma, dizendo:

Eu nasci assim, eu cresci assim
Eu sou mesmo assim
Vou ser sempre assim
Gabriela, sempre Gabriela

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Apocalipse 3:20, Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.

A fim de provocar uma reflexão sobre as contradições entre o que Cristo viveu e ensinou, e o que muitas vezes a Igreja vive e ensina, apresento uma situação envolvendo um jovem chamado HERMANOMEU, que após fatos ocorridos na Igreja, ao ler as Escrituras e comparar com os ensinos de sua avó e da Igreja, encontrou-se em uma profunda crise.

Longe de fazer apologia ao mundanismo, pois penso que a Igreja deve ser do “mundo” sem ser “mundana”, quero somente chamar a atenção para muitas das incoerências eclesiásticas contemporânea.

Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com certas denominações, líderes, movimentos, factos ou situações da vida real NÃO terá sido mera coincidência.

Rev. José do Carmo da Silva
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“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus […] E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João I. 1 e 14)

Apesar do duplo milênio do cristianismo e dos grandes concílios da Igreja, que trataram das questões cristológicas, existem ainda muitas dúvidas, contestações e mesmo ferrenhas oposições à pessoa de Jesus e sua condição cristológica. Para nós, cristãos, Jesus é crido e pregado como o Cristo Filho de Deus, o próprio Deus encarnado, manifesto em pessoa humana. Grupos dentro e fora da Igreja buscam encontrar hoje não o Cristo preexistente, Deus de Deus, proclamado pelas Escrituras e acessível somente pela fé e revelação do Espírito, mas sim o Jesus histórico, aquele que viveu em determinada época e local geográfico. Penso que além do exercício do direito de pensar diferente, que confere a quaisquer pessoas a liberdade de serem atéias professas, ou ainda agnósticas em relação a alguns pontos da fé cristã, tais contestações se devem à maneira como Jesus foi e ainda é apresentado ao mundo. Creio serem de suma importância as afirmações cristológicas de nossos credos, aplicadas à natureza de Jesus e de sua cristologia.

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