Arquivo da categoria ‘Cronicas Cristãs’

Dos muitos fatos ocorridos em minha infância, marcada pela pobreza e constantes mudanças de casas, pois nos faltava à própria, fulgura um acontecimento que ainda hoje me emociona. Considero-o, a maior lição prática sobre graça e misericórdia que vivi. O mestre que me deu tal lição foi meu pai, um negro baiano e analfabeto que mal sabia desenhar as letras do próprio nome.

Meu pai, Luis Zacarias da Silva, certa vez contou-nos que saíra de casa quando tinha dezesseis anos. Fora embora, após uma violenta surra que recebera de seu pai. Mostrou-nos, em suas costas as marcas das chicotadas, conseqüência de uma punição que recebera ao ser acusado pela madrasta de ter enfrentado-a. De outra feita, já havia sido severamente surrado, sob a alegação de que dava maus exemplos aos mais novos, os quais já não queria obedecer às ordens daquela que ocupara o lugar da falecida mãe deles.
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Ultimamente a “Vênus de prata” como é conhecida a rede de televisão mais influente do Brasil, de forma cada vez mais intensa tem divulgado programações de conteúdo reencarnacionista. Como a televisão é quase que onipresente nos lares brasileiro, é quase que impossível o não contato do povo cristão com tais programações, verdadeira apologia ao espiritismo. Este artigo é fruto dessa apologia que atingiu a um cristão que resolveu tirar suas dúvidas comigo.
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INTRODUÇÃO

Vivemos tempos conturbados. Tempos de apostasia da verdade, onde os “profetas da prosperidade” formam o “clube dos prósperos” via televisão, por meio de cartões de créditos ou boletos bancários. Tempos de mudanças de padigmas nos quais os sinais de uma fé cristã verdadeira são prosperar financeiramente conquistando dinheiro e bens materiais.

Nessa “nova era” onde o “ter” demonstra o “ser” palavras que durante séculos fizeram parte do linguajar cristão, a exemplos de: renúncia, desapego, pobreza evangélica, porvir e etc., cairam em desuso. Em substituição a elas surgiram novas expressões tais como: prosperar, conquistar, determinar, se apossar, triunfar… As Bem Aventuranças são reivindicadas para o aqui e agora, pobreza e sofrimento são coisas para crentes pecadores, amaldiçoados ou fracos na fé, o selo da promessa é ser prospero.

Aproveitando tal cenário que muito se distancia do Evangelho de Cristo, a Campanha da Fraternidade realizada este ano pelo CONIC, além da Igreja Católica Romana, contando com a presença de denominações protestantes tais como: igrejas Luterana no Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil, Presbiteriana Unida do Brasil, Sírian Ortodoxa de Antioquia e Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, traz o seguinte tema: “Fraternidade e Economia” seguido pelo lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6, 24).

Diante do acima exposto, por considerar o tema atual e pertinente resolvi colaborar na reflexão postando novamente um artigo/estudo que escrevi em dezembro de 2009. Para mim, a Campanha da Fraternidade além de provocar uma reflexão sobre a economia e má distribuição de renda, tem como meta chamar a atenção para a falaciosa “Teologia da Prosperidade” que vinda dos EUA encontrou terreno fertil no Brasil.
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E, o Verbo se fez carne habitou entre nós… (Jo 14a) O “Tereré” é uma bebida típica aqui do Mato Grosso do Sul, semelhante ao fervente chimarrão do Rio Grande do Sul, apreciado pelos gaúchos, prepara-se o Tereré, também com erva, porém sua erva é mais grossa do que a do chimarrão gaúcho, devendo ser servido com água bem gelada. O Tereré é uma bebida saborosa, contudo, todos que a apreciam, sabem bem que, ela realmente se torna mais aprazível, quando dois ou três estão reunidos. Pode-se até tomar sozinho, mas não é igual, pois o que agrega prazer ao Tereré são as pessoas presentes e o bate-papo que flui naturalmente. Tendo pessoas, basta uma jarra de água bem gelada, na qual alguns adicionam limão, uma cuia ou um copo, uma boa erva, e alguém disposto a servir. Faz-se uma rodinha, puxa-se um assunto, e partilha-se a vida e o Tereré.

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Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? (Rm 8.35)

Aprendi na Faculdade de Teologia que: “a pregação deve ser uma resposta a perguntas feitas pela comunidade de fé” e, como nossas comunidades encontram-se situadas em um contexto social amplo nos aspectos políticos e econômicos é natural que seus membros reproduzam na igreja , perguntas oriundas do contexto social onde passam boa parte de suas vidas.
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Penso que, de todas as respostas para as crises e dramas existências da humanidade, a religião ainda é a melhor resposta. Assim creio, (e ao crer já estou manifestando-me como ser religioso), pois a meu ver a religião nasce do interior do homem, surgindo como uma resposta, para questões antigas e atuais, as quais a ciência não pode e jamais poderá responder. Questões da alma, questões, que acompanham a humanidade desde o seu estado primevo, e que despertaram nela, o buscar fora de si, àquilo que falta em seu interior, ainda que atualmente ela esteja cercada pela tecnologia e os maiores avanços da biologia, que podem adiar, mas não evitar a morte.

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Penso que a força de um povo para continuar lutando contra a dominação, o preconceito e a discriminação étnica, está ligada a sua fé, por mais que ao outro ela pareça estranha. A fé é elemento que concede ao individuo, e a sociedade, forças subjetivas, para ter e alcançar objetivos. A fé no etéreo, no transcendente, possibilita, ao homem vencer as vicissitudes do mundo material. Quando os homens perdem a fé, é por que perderam a capacidade de trazer a sua memória, razões que lhes tragam esperanças. E estas razões, muitas das vezes estão na crença de que para além deles e seus duros cotidianos, existem um lugar e alguém maior. A este lugar, alguns povos chamam: “céu”, outros: “seio de Abraão”, outros: “terras sem males”. A este alguém maior, algumas etnias, chamam de Nhandejara, Modimo*, Olorum*, Alá, e outros ainda de Javé.

Pensando isso imaginei a seguinte situação: “Um dia todos os povos do mundo se reuniram para um desafio. Um cristão propôs que, todos os religiosos do mundo, que criam na existência de um deus, se juntassem em uma grande planície e invocassem ao mesmo tempo o nome de sua divindade. O desafio foi aceito, e no dia e hora marcada, em uma grande planície, todas as religiões monoteístas, se reuniram para o grande desafio. Ali estavam além do povo reunido, os sacerdotes de cada religião. O cristão que fez o desafio ditava as regras do jogo. E então gritou: – todos os sacerdotes venham para o centro. Ao que todos obedeceram. O Cristão falou-lhes: – Olhem para aquele grande relógio, daqui a cinco minutos, quando forem seis horas em exato, todos a uma só voz deverão gritar o nome de seu deus. A divindade que aparecer primeiro, será o único e verdadeiro deus. Para sabermos quem de nós estava crendo no deus verdadeiro, aquele que o reconhecer como sendo o deus que em seu coração imaginava, deverá correr para ele, e o abraçar. Todos sonoramente gritaram – amém!

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