Pra não dizer que não falei de sexo, tentação e adultério

Publicado: 10/05/2018 em Uncategorized

Sobre José no Egito e a Esposa de Potifar, Davi, Bete-Seba e Urias

“José era formoso de porte e de aparência. Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: ‘Deita-te comigo’.” (Gn 39.6b-7.)

maxresdefault (1)Estava lendo novamente a história de José no Egito. Além dos sonhos proféticos que tinha, e dos que decifrava, O 11º filho de Jacó e Raquel, é também lembrado por sua fuga de um mulher sedenta por prazer sexual. Ao ler o texto, fecho os olhos e mergulho nele, e visualizo a situação. Imagino José, um jovem como tantos outros de sua época e da atualidade. Um jovem como os que se assentam nos bancos de nossas igrejas, congressos, EMOMEMAGOS¹… Um jovem assim como eu e você fomos, ou somos, rsrs. José era jovem, e como todo jovem seus hormônios estavam a flor da pele. Não era a primeira vez que a esposa do patrão a ele se oferecia. Na realidade, penso eu que, José, o futuro governador do Egito, diante da insistente patroa que queria se deitar com ele, ao fugir, não fugiu somente da esposa de Potifar, ele fugiu dele próprio. Quando se é jovem e saudável, diante do pensar, ouvir e falar de sexo o corpo ferve. Isso é natural, pois Deus colocou em nós tais sensações e desejos, devemos aprender a lidar com eles, sabendo que tudo tem seu tempo. E José não só sabia que aquele não era o tempo para viver sua sexualidade de forma ativa, mas seu temor a Deus o ensinou que aquela também não era a forma certa de vivê-la, por isso ele fugiu; fugiu dela, fugiu dele.

Quando observo os três envolvidos nessa trama, penso que a esposa de Potifar era carente. Talvez para você que me lê, a esposa de Potifar não tinha nada de carência, mas muito possuía de safadeza. Não a isentando de responsabilidade, mas tentando entender o lado dela, às vezes penso que ela sofria do mesmo mal que Bete-Seba, mulher de Urias. Penso que ambas eram deixadas de lado pelos maridos. Potifar e Urias priorizavam mais os negócios do Rei. Urias gostava mais de estar na guerra matando inimigos do que em casa amando sua esposa. Não desconsidero as artimanhas de Davi, o qual queria que o soldado ferido pela traição fosse para casa e se deitasse com a esposa, e assim, ele e Bate-Seba diriam que o filho, fruto do adultério deles, era de Urias. Todavia, há algo de errado no casamento de Bete-Seba e do soldado traído. Quando veio ao palácio teve toda oportunidade de ir em casa, mas não foi, primeiro optou em dormir a porta do palácio, na segunda vez foi deitar – se em sua cama, no alojamento dos servos de seu senhor. Do palácio a casa dele era só uma “pulada de cerca” (me perdoem o trocadilho). A casa dele era vizinha ao palácio, pois Davi conseguiu enxergar Bete-Seba se banhando no quintal dela, conseguiu admirar sua beleza. Estranho que um homem casado, após tanto tempo fora de casa, ao chegar não vá ter com a esposa. Leia todo o texto em 2 Samuel 11, e repare na atitude de Urias.

Deixando Urias de lado, retornemos a José, o filho de Jacó. Certamente, como ser humano que era, desde o primeiro olhar, a primeira insinuação, José lutava também com seus desejos e pensamentos. A luta do jovem filho de Jacó transitava entre o ceder aos rogos de seu corpo e o ser fiel a Deus e a seu patrão. José fugiu diante de uma investida maior da patroa sedenta por sexo, ele bateu em retirada, pois conhecia a si mesmo, sabia que se permanecesse cairia. Conhecer e reconhecer as próprias fraquezas são passos necessários para se manter em pé na caminhada. A fuga é a vitória dos fracos, dos que se conhecem, dos que sabem o que lhe atrai, do que lhe seduz.

A tentação é algo inerente ao ser humano, não é sem razão que a Bíblia registra que o Senhor Jesus em sua plena humanidade também foi tentado. Cada um de nós sabe, ou deveria saber, em qual área de nossas vidas a tentação é mais forte, cabe a nós o vigiar, e se o “bicho” ameaçar pegar, fazer como José diante das investidas da esposa de Potifar; fugir, pois em Cristo, o fraco quando foge se mantém em pé e na fé. Mas, se você “brincou com fogo”, enfrentou o perigo e caiu, levante-se, busque a face de Deus em contrição, confesse seu pecado e retome a caminhada, assim como houve perdão para Davi e Bete-Seba, ainda que o pecado sempre deixe amargas consequências, há em Deus misericórdia infinda.

Reverendo José do Carmo da Silva – Mano Zé

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¹Encontro da Mocidade Metodista de Mato Grosso do Sul

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