A propósito do bom, do mau pastor, e de altares e comunidades esfaceladas.

Publicado: 30/05/2016 em Uncategorized
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Todo bom pastor tem a Jesus de Nazaré como referencial. Todo bom pastor que diz estar Nele busca andar como Ele andou. E Jesus “andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10:38).
 
Todo bom pastor sabe que uma comunidade de fé é construída com amor, lágrimas, renúncia, andar a segunda milha, deixar as noventa e nove no aprisco e sair em busca da que se desgarrou. O amor de Cristo o constrange ao sacrifício pelo rebanho, já o amor ao poder leva o mau pastor a sacrificar o rebanho.
 
Todo bom pastor sabe que devemos muitas vezes ser flexíveis, não somos detentores de um poder monocrático, o rebanho não é nosso, mas sim de Deus.
 

Todo bom pastor sabe que não é seu inimigo o leigo que pensa diferente, questiona, crítica. Todo bom pastor funda a igreja através de relacionamentos, a constrói através do diálogo, do ser firme, e não duro, pois a firmeza tem a ver com amor, já a dureza com rudeza.
 
Todo bom pastor valoriza a todos, abre espaço para todos, entende que o Espírito Santo se manifesta de acordo com a multiforme sabedoria e graça de Deus levantando no corpo membros que atuarão de formas diversas, todavia, cooperando para o bem comum.
 
O mau pastor tem um projeto pessoal de poder e se serve dele. O bom pastor possui um projeto comunitário e serve pelo poder. O mau pastor destrói altares, sejam humanos ou dos templos.
 
O bom pastor é como a mulher sábia elogiada por Salomão em provérbios 14.1, ele edifica a casa comum, a igreja, onde se reúne a grande família de Deus. Todo mau pastor é como a mulher insensata criticada no mesmo provérbio, no tocante a comunidade ele derruba-a com as suas mãos, destrói o que outros construíram com muitas lágrimas, orações, sofrimentos.
 
O mau pastor exclui e não inclui. Ele não visita, ele não procura, ele não dialoga, antes impõe e se impõem pela ameaça, coerção, cerceamento da liberdade. Ele afasta e persegue a quem ouse questioná-lo, e abre espaço para quem assim como ele busca poder, e sempre dirá amém as suas decisões pessoais, mas estão felizes, pois agora têm cargos, mesmo com a igreja a cada dia mais vazia tanto no tocante as pessoas, bem como a Presença de Deus.
 
O mau pastor não zela por seu nome e tampouco pelo nome da denominação que representa. A instituição se torna causa de piadas, zombaria, descréditos, os membros que ainda persistem são zombados e andam envergonhados todos os dias.
 
 
O bom pastor é fundador de igrejas, o mau pastor é afundador de igrejas.
 
Como bons pastores é preciso que pela graça nossos corações sejam altares ao Deus vivo. Nossas mãos uma mesa de comunhão ao povo do Cordeiro. Nosso cotidiano um sacerdócio ser vil que recebendo de Deus compartilha ao mundo o amor sacrificial a exemplo de Cristo nosso Supremo Pastor e Bispo de nossas almas.
Nesse momento, em várias partes do Brasil e do mundo muitas comunidades estão se esfacelando nas mãos maus obreiros, maus pastores, líderes ditadores, todavia, eis que a Mão de Deus pesará sobre todos eles, pois para além da instituição e de sua liderança local, distrital, regional e nacional, há um Deus que julga com equidade e justiça, e ainda que pareça demorar, no tempo certo ele se manifesta. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo. – Hebreus 10:31-39. A Igreja é de Deus e ai de quem a esfacela.
 
Ai de vós maus pastores, pois a Palavra assim alerta:
 
“Suplico, portanto, aos presbíteros que há entre vós, eu que sou também presbítero como eles, testemunha ocular dos sofrimentos de Cristo e, certamente, co-participante da glória que há de ser plenamente revelada: pastoreai o rebanho de Deus que está sob vosso cuidado, não por constrangimento, mas voluntariamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como ditadores daqueles que vos foram confiados, antes, tornando-vos exemplos do rebanho. Ora, assim que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imperecível coroa da glória!” – 1 Pedro 5 1 a 4
 
Oremos e honremos aos bons pastores hoje, pois muitos só o farão quando gemendo estiverem nas mãos dos maus pastores e sob o julgo e jugo de seus projetos de se servirem do poder.
 
*Esta lamentavelmente não é uma obra de ficção, mas sim de observação, qualquer semelhança com comunidades, pessoas, factos ou situações da vida real NÃO terá sido mera coincidência.
 
José do Carmo da Silva

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