Cara de palhaço, pinta de palhaço, bravo, bravo!

Publicado: 23/05/2016 em Artigos, Sociedade, Soteriologia, Uncategorized
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circo_brasil
Já se vão alguns dias, semanas, pós aprovação no Senado do prosseguimento do processo de impedimento da Presidente Dilma Vana Rousseff, e previsivelmente (infelizmente) diferente do que se alardeava nas redes sociais o dólar não caiu e a bolsa não subiu… Felizmente, também o MST para a guerra civil não partiu, tampouco, a Bolívia, Venezuela e Cuba, o eixo comunista (ou satanista?), não invadiram o Brasil. O resumo parcial dessa nervosa temporada politica nacional é que no dia a dia do povo restou amizades estremecidas e até mesmo rompidas por causa de não se respeitar a opinião do outro na área da politica, o que até aqui se vê é que há vitimas de ambos os lados, feridas por trocas de farpas ocorridas ao vivo ou nas redes sociais. O Brasil se dividiu como em um Fla-Flu, em polarização jamais vista se estabeleceu o nós contra eles, o eles contra nós. Numa épica batalha com ares religiosos o bem e o mal, deus e o diabo, se digladiavam na arena da vida real e online. Com o afastamento por cento e oitenta dias da Presidente Eleita, já é histórico o governo Temer, que nomeia sete ministros citados na Lava Jato, extingue o Ministério da Cultura, (recebe os aplausos de Malafaia), com a pressão das ruas, o Governo retrocede, e recria o Ministério da Cultura (Queria ver a cara do Mala).

Depois de uma curta euforia dos autodeclarados vitoriosos, no campo dos reajustes e reformas, para tristeza do povo em geral, o novo governo começou com medidas impopulares que já desagradam até quem antes o apoiava irrestritamente. Quem contribui com a Previdência e pretende se aposentar futuramente, que o diga!

Segunda-feira, um frio 23 de maio, anestesiado com às notícias de que um fanático tentou matar a apresentadora Ana Hickmann, por quem nutria uma paixão não conhecida por ela, o povo dividido, (por um bando de políticos bandidos unidos) começa a tomar consciência de que as gravações de conversas nada republicanas entre Jucá e Machado mostram que continua tudo como dantes no quartel de Abrantes. Será que continua? Não. Não continua!! Ou, não continuará, pois o esquema (palavra que aparece nas gravações) que envolve praticamente todos os poderes, tem em vista delimitar as ações da Lava Jato. Ou seja, frear as investigações e evitar que se toque nos até aqui intocáveis. Contra a potente mangueira hidrante da Lava Jato que prometia limpar a lama da corrupção nacional, a operação agora é desligar o registro, de forma que quem caiu, caiu, para o povo que acreditou que as investigações não eram seletivas, um fora de época feliz “primeiro de abril”.

Nessa segunda-feira de folga pastoral eu ouvi um mudo dizer que o surdo mudo disse audivelmente a ele que ouviu barulhos de panelas a ecoar. E enquanto ele falava, um cego interveio e garantiu que com os próprios olhos viu marchas pelas ruas. Sim, afirmou categoricamente que viu um mar de brasileiros vestidos com camisetas verdes e amarelas, tipo Seleção Brasileira, carregando a Bandeira Nacional e gritando: “A Dilma foi só a primeira, não temos bandido de estimação… Fora!! Fora todos os bandidos políticos, de todos os partidos, somos contra a corrupção!!” A coisa ficou mais estranhas ainda quando um *gigante aleijado desprovido das duas pernas entrou no diálogo e entre um bocejo e outro, sonolento, deitou-se e antes de dormir me disse ter participado caminhando em tais passeatas.

Repentinamente eu acordei, e me vi deitado no sofá da sala, aturdido percebi que louco diálogo acima era só um sonho, mas que o pesadelo politico brasileiro é real. Meio sonolento notei que a TV estava ligada e passando um programa, tipo humor pastelão, onde um homem vestido de terno e charuto na boca jogava tortas (Ou seria pizzas?) na cara de um palhaço. Ao som de uma canção que dizia:
Cara de palhaço, pinta de palhaço, bravo, bravo! Cara de palhaço, pinta de palhaço, bravo, bravo!

Diante das gravações o Temer não temeu em dizer que Jucá continua!! Nesse sentido, entre Cunha afastado, e esquema montado, sim, continua tudo como dantes no quartel de Abrantes.

*O gigante sonolento e sem as pernas cabe a você interpretar quem é, ou somos.

José do Carmo da Silva

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