Arquivo de abril, 2009

E, o Verbo se fez carne habitou entre nós… (Jo 14a) O “Tereré” é uma bebida típica aqui do Mato Grosso do Sul, semelhante ao fervente chimarrão do Rio Grande do Sul, apreciado pelos gaúchos, prepara-se o Tereré, também com erva, porém sua erva é mais grossa do que a do chimarrão gaúcho, devendo ser servido com água bem gelada. O Tereré é uma bebida saborosa, contudo, todos que a apreciam, sabem bem que, ela realmente se torna mais aprazível, quando dois ou três estão reunidos. Pode-se até tomar sozinho, mas não é igual, pois o que agrega prazer ao Tereré são as pessoas presentes e o bate-papo que flui naturalmente. Tendo pessoas, basta uma jarra de água bem gelada, na qual alguns adicionam limão, uma cuia ou um copo, uma boa erva, e alguém disposto a servir. Faz-se uma rodinha, puxa-se um assunto, e partilha-se a vida e o Tereré.

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E constrangeram um certo Simão, cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz. (Mc 15.21)

Os Evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas, conhecido como Sinóticos, falam de dois Simões que tiveram contato com Jesus Cristo. Eles falam de Simão Pedro, a quem Jesus chamou para ser seu discípulo, e fala de Simão de Cirene, ou Simão o Cireneu, o qual fora forçado pelos soldados romanos a carregar à cruz de Cristo. Simão Pedro era Judeu e pescador, Simão Cireneu era natural de Cirene, na África. Ele era um homem negro, o qual é chamado de Simão Níger (At 13.1), literalmente, Simão, o Negro.
As semelhanças entre os dois Simões, estão somente em seus nomes: Pois um sendo Judeu, possuía a pele mais clara, o outro sendo natural da África, possuía a tez negra. Um foi chamado por Jesus, para segui-lo, o outro foi forçado pelos romanos a andar sob a cruz de Cristo. Um foi encontrado a beira do mar da Galiléia, quando Jesus iniciava seu ministério, o outro se encontrou com o Mestre na via dolorosa, rumo a saída de Jerusalém, quando Jesus estava chegando ao final de seu ministério terreno. Ao encontrar-se com Simão, o negro, Jesus de Nazaré, já havia sido supliciado pelos soldados romanos, estava muito cansado e ensangüentado sob o peso da rude cruz. Os soldados que eram peritos em crucificação, certamente se deram conta que, se acaso outro não levasse a cruz, o condenado, não chegaria vivo ao alto do gólgota para cumprir sua sentença: morte de cruz.

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