“Ismos”, “istas” e “anos”. Um RAP pró unidade cristã.

Publicado: 04/02/2009 em Poesia
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Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,
E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto; Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;
Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;
No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.</i></b> (Ef. 14.19, 21)

Uma Oração.

Senhor, Tua Palavra diz que, a Igreja é a grande Família de Deus.
Assim penso que, em todas as denominações existem filhos Teus
Então como irmãos nós cristãos não deveríamos viver;
perseverantes na graça, vivendo como sal e luz,
para louvor de Teu Nome e testemunho de Jesus?
Olhando tantas divisões no Corpo de Cristo,
eu vos peço a graça de ser instrumento de unidade;
Porém, na verdade e não na falsidade.

Uma Canção.

Meu irmão também cristão, eu contigo quero dialogar.
Pois, O Espírito me animou a falar de unidade.
Unidade de Espírito e não uniformidade.
Sabemos que na Igreja, existem múltiplas compreensões,
sobre assuntos mui diversos que às vezes gera divisões.
Cheio de graça e temor, pela força que do alto me anima,
Quero falar de unidade nas letras desta rima.

Abra seu coração para as coisas que vou rimar,
reflitamos friamente e juntos vamos pensar,
se em Cristo somos predestinados à eternidade,
chegaremos a este destino, pré, meso ou pós- tribulação,
independente de nossa crença a respeito destas questões.
Pois, perseverantes, os eleitos em Cristo estão seguros em suas mãos.

Pensas tu diferente, não me faças acepção,
se, és tu servo de Cristo dai-me a destra da comunhão.
E o diálogo levemos em frente em verso, poesia e canção.
Em primeiro plano demonstremos, espírito de abertura.
Para que nosso diálogo não descambe para ofensa e ruptura.

Deixemos em segundo plano os “ismos”, “istas” e os “anos”;
Diferenças denominacionalistas com os quais nos identificamos.
Olhemos para o que nos é comum, sem perdermos a identidade.
Sabendo que é o Espírito Santo, o promotor da unidade.
Que opera fazendo uso de cristãos de boa vontade.
Os quais respeitam suas diferenças que lhes dão singularidade.
Buscando caminhar juntos mesmo na diversidade.

Presbiterianos, Metodistas,
Assemblêianos ou Batistas,
Luteranos, Anglicanos,
Ortodoxos ou Católicos Romanos.
Históricos ou evangelicais,
tradicionais, carismáticos ou pentecostais,
Dentre todos estes grupos, existem salvos e perdidos.
Pois é pela Graça manifesta em Cristo que o cristão é remido.

Jerônimo, Agostinho, Calvino e Arminius;
Grandes homens de Deus e pensadores exímios
Suas obras são sem dúvidas dignas de respeito, estudo e reflexão;
Pois em muitos de seus conceitos se firmam nossa “Tradição”
Porém, existe uma verdade maior, da qual devemos sempre lembrar;
Não é pelas obras deles que, alguém possa se salvar.
Mas, pela fé no humilde carpinteiro que da cruz fez seu altar.

Ele humilhou-se a si mesmo, no madeiro foi imolado.
Ressuscitou ao 3º dia, sendo por Deus exaltado;
Assentando-se a destra do Pai, fez-se Luz para povos, tribos e nações.
De seu Nome sobre todos os nomes nos vem à salvação.
Refletindo em seu Evangelho, o homem reconhece sua mortalidade.
E tocado pela Graça, se abre de verdade.

Todas as denominações irmão meu, são santas e pecadoras,
possuindo joio e trigo juntos na mesma lavoura.
A separação vem de Deus, não adianta o homem tentar;
pois, por não ter discernimento poderá se equivocar.
E no afã de purificar a Igreja o Trigo por engano tentar arrancar.

A todas as denominações, Jesus fez um apelo comum,
a fim de que o mundo creia, orou ao Pai para sermos um.
Portanto meu irmão, sua comunhão eu aceito,
espero que um crente na “Livre Graça” tenha de você amor e respeito.
Ninguém jamais entrará nos céus por carimbo de denominação.
Mas sim pelo penhor do Espírito que sela aquele que crê.
E este selo divino esta em mim e em você.

Eu creio que a salvação, não depende da reta doutrina,
de entendermos a predestinação, mas sim da Graça que até o fim nos anima.
Pelo Espírito que em nós habita, nos fazendo perseverar,
a salvação é dom de Deus, a qual ninguém pode comprar.
E a graça manifesta em Cristo nos faz em boas obras andar.

Que nossa comunhão, seja algo firme, sincero e profundo;
Pois fomos aspergidos pelo sangue de Jesus Cristo;
Cordeiro morto antes da fundação do mundo.
Não importa ser membro dessa ou daquela igreja, Deus não faz acepção,
antes convoca todos os remidos a viver em comunhão.

Desculpa ai irmão, se errei na escrita ou na pontuação.
É que, ainda não acordei direito e nem fiz minha oração.
Por aqui vou me despedindo, desejando te reencontrar.
Pois, te conhecer foi algo belo, dialogar contigo um espetáculo,
fique na graça e paz de Cristo que eu vou ler o meu No Cenáculo.
Vou abrir a minha Bíblia e fazer minha devocional,
e pedir a Deus do céu que nos una na verdade,
movidos por Seu Espírito promovamos a comunhão.
Mas, sem destruir a beleza, presente na diversidade.
Vivendo no essencial, unidade, no não essencial, a liberdade e em tudo, caridade.
E cada um em sua denominação adorando em Espírito e verdade.

Pr. José do Egito.
Igreja Metodista de Fátima do Sul-MS.

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