Fé sobrevindo e sobrevivendo a crises.

Publicado: 01/02/2009 em Artigos, BlogBlogs.Com.Br, Cronicas Cristãs, Teologia
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Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? (Rm 8.35)

Aprendi na Faculdade de Teologia que: “a pregação deve ser uma resposta a perguntas feitas pela comunidade de fé” e, como nossas comunidades encontram-se situadas em um contexto social amplo nos aspectos políticos e econômicos é natural que seus membros reproduzam na igreja , perguntas oriundas do contexto social onde passam boa parte de suas vidas.

Refiro-me principalmente a questões que, brotam do nosso convívio secular, relativas a dinheiro, saúde, família, desemprego, e ao assunto do momento: a crise financeira mundial. Como vivemos no mundo, (embora devamos viver diferente do sistema chamado “mundo”) tais questões também angustiam a nós cristãos, fazendo com que busquemos respostas no transcendente, no campo da fé. Isso é normal, quando se tem a compreensão de que: ser cristão não torna o individuo um ser à parte no mundo, isento dos problemas e crises que enfrenta as demais pessoas não cristã.
O cristão que cultua a Deus no domingo à noite é o mesmo que na segunda-feira vai para seu trabalho, onde atua como patrão ou empregado. Assim como qualquer outro individuo ele precisa comer, se vestir, morar, pagar contas, enfim ele precisa de dinheiro. Pois, embora busque força no mundo espiritual, crendo em um Deus transcendente, ele vive num mundo material, onde as coisas não “caem do céu” antes precisam ser compradas. E, para se comprar algo é preciso ganhar dinheiro, e dinheiro via de regra se ganha trabalhando, razão pela qual o Apostolo Paulo já advertia a alguns “crentes” desocupados que esperavam a volta de Cristo sentados: “<b>Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também. Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs. A esses tais, porém, mandamos, e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão.” (I Ts 3.10, 12) O bom cristão que tem a Bíblia como regra de fé e prática, certamente é um trabalhador.</b>
Diante do quadro econômico atual, penso que, nossas pregações devem responder a aquelas que têm sido as perguntas do momento: <b>“como viver em tempos de crise?” A crise vai chegar aqui no Brasil e será que vou perder meu emprego também?</b>
O futuro é sempre incerto, Tiago em sua epistola, diz que o amanha a Deus pertence, contudo, o hoje nos dá uma pista de como poderá ser o porvir, dentro destas pistas o ano de 2009 chegou, chegou precedido por presságios nada positivos no tocante a economia global. Apesar destes sinais negativos ele mal começou e já entrou para a História com fatos daqueles que possuem força de marcar épocas, pondo fim a uma era e dando inicio a outra. Em 2009 encerrou-se a era <b><i>Bush,</i></b> protagonizada por <b><i>George. W. Bush</i>,</b> o qual derrotando o Democrata Al Gor, em 20 de janeiro de 2001 foi empossado como o 43º presidente dos Estados Unidos, saindo vitorioso de uma das mais acirradas e obscuras eleições gerais da história dos Estados Unidos. Após dois mandatos consecutivos, uma vez que fora reeleito em 2004 derrotando o Democrata <b><i>Jonh Kerry</i></b> o governo de <b><i>George. W. Bush</i></b> entra para a História com seguinte marcos:

1. – 11 de setembro de 2001, ataque terrorista que pôs abaixo um dos símbolos do poderio econômico norte americano: as torres gêmeas do <b><i>World Trade Center</i></b> (WTC).
2. – Por meio dos ataques ao <b><i>World Trade Center</i></b> (WTC), o terrorista saudita Osama bin Laden e sua rede terrorista Al Qaeda torna-se mundialmente conhecida, um a vez que os ataques do 11 de setembro repercutiram em todo o mundo.
3. – A caça de <b><i>Osama bin Laden</i></b> os E.U. A bombardeia o Afeganistão.
4. – Sob o pretexto de busca e apreensão de armas químicas as quais estariam sendo fabricadas por <b><i>Saddan Hussem</i></b>, em 20 de março de 2003 sem a aprovação do Conselho de Segurança da O.N. U, os Estados Unidos da América e o Reino unido formando uma aliança chamada; coalizão, George Bush invade o Iraque.
5. 2004 – Captura do presidente iraquiano <b><i>Saddam Hussein</i></b> o qual é mantido preso num local ignorado. Em Bagdá seus filhos foram assassinados em uma emboscada. No dia 30 de dezembro de 2006, apesar da oposição de várias instituições internacionais Saddan Hussem e dois de seus aliados, dos quais um deles era seu meio-irmão foram executados. Desde a invasão em 2003 os E.U. A permanecem no Iraque, em uma guerra onde além dos civis iraquianos o numero de soldados americanos mortos já ultrapassa os 4000.
A era <b><i>Bush</i></b> termina e o presidente norte-americano que por ocasião dos atentados de 11 de setembro assumiu ares messiânicos fazendo guerras em nome de Deus, levantando a bandeira de proteger seu país e o mundo do terrorismo sai de foco. Pois, nas eleições presidenciais de 2008 foi derrotado nas urnas por <b><i>Barack Hussein Obama</i></b>. Assim sendo <b><i>George. W Bush</i></b> em 20 de Janeiro de 2009 sai da Casa Branca e entra para a História como o pior presidente da História dos EUA
Penso a História não como um fato isolado, mas vejo-a como uma corrente, composta por elos, que antecedem e sucedem um ao outro, e cada elo destes são como personagens que aparecem no cenário mundial, sendo sobre ele depositadas as esperanças daqueles que esperam por segurança. No cenário mundial 2009 se inicia com o surgimento de um novo <i><b>“elo”</b></i> cujo nome é <b><i>Barack Hussein Obama</i></b>. Este novo “elo” antes mesmo de ter atuado no palco mundial, já entrou para a História, pelas razões abaixo citadas:

<b>1º – Presidente negro dos E.U. A, um pais de maioria anglo-saxônica.</b>
<b>2º – 1º Presidente Com ascendência e nome mulçumano a chegar à presidência dos E.U. A, um pais cristão protestante.</b>
Obama surge como um elo, sob o qual os norte-americanos, e por que não dizer a humanidade deposita suas esperanças. Os Estados Unidos da América, ainda dita às regras no campo da economia mundial, portanto a crise deles acarreta a crise em outros países, neste contexto Barack Obama assume o poder em um período tido como um dos mais críticos da História norte-americana. O primeiro presidente negro dos EUA surge na História mundial em meio a uma crise econômica que se iniciou no setor imobiliário norte-americano, mas, que, devido ao atual mundo globalizado adquiriu proporções internacionais, atingindo até mesmo o Brasil. Ela tem sido comparada por especialistas a Grande Depressão de 1929, crise econômica que se abateu sobre os EUA, atingindo a todo o mundo capitalista.
Mas, o que <b><i>Bush,</i></b> Obama e Crise, têm a ver com a Igreja? E com nossa vida cotidiana? Talvez você esteja se perguntando. Respondo-lhe, que, a meu ver a Igreja existe para pregar a fé em um Deus que, opera em meio a crises, usando instrumentos que lhe apraz, que podem ser Bush, Obama, eu e você. Portanto penso que, a fé deve ser um meio que possibilita a superação de crises, devendo nos ajudar a encontrar respostas para as perguntas semelhantes a estas: <b>como vamos supera essa crise? Como fica a Igreja diante dessa crise? Seria tal crise prenuncio dos fins dos tempos?</b>
Tais questionamentos têm surgido em meio às comunidades cristãs, alimentadas por ações externas e internas a ela, pois fora da Igreja a mídia parece super-dimencionar o problema, e dentro da Igreja surgem alguns cristãos apocalípticos, que já se apressam em identificar em Obama o falso messias (anticristo) proclamando assim o final dos tempos. Não vou aqui entrar no mérito messiânico de Obama, desejo antes me debruçar sobre o fator <b>crise</b>, interpretando a atual conjutura econômica internacional e nacional como Kairos de Deus na História humana, para falar de um Deus o qual usa instrumentos e situações diversas em meio às mais terríveis situações adversas.
Para mim a história da criação se inicia numa crise divina. Deus experimentou uma crise de solidão e por amor livremente criou a humanidade a sua imagem e semelhança, a fim de, com ela se relacionar. Ele assim agiu por desejar fazer manifesto e sensível seu amor por outro ser fora da Trindade imanente. A crise de Deus se devia ao imensurável grau de amor em seu ser, o qual se expandia sempre e o abrasava. Este amor de Deus se assemelha a chama da sarça ardente que queimava, mas, não o consumia. Deus deu mais e mais vazão a seu amor, de forma que este amor expandiu-se tanto a ponto de explodir, causando a criação do Universo.
Por desejar espalhar seu amor, no princípio Deus criou a humanidade a sua imagem e semelhança, com a capacidade de receber e dar amor, sendo assim receptáculos e retransmissores de seu amor ao mundo. Minha leitura Bíblica me mostra outra crise da qual todos nós somos frutos, teorizo que, as crises que vivemos são frutos da crise de um homem só, Adão, o qual diante da oferta de adquirir o conhecimento do bem e do mal, porém tendo que escolher entre, obedecer ou não obedecer a Deus, entrou em uma profunda crise, desobedecendo-o.
A Tradição judaico-cristã diz que, pelo ato de desobediência de Adão gerou-se o pecado. O “pecado” a meu ver é o fruto da crise entre a criatura e seu Criador, das criaturas com as criaturas e da criatura consigo mesmo, pois o homem embora sendo conhecedor do bem e do mal, não sabe escolher o bem. O que fica manifesto deste desabafo dilemático de Paulo: <b>“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.”.</b> (Rm 7.18,19, 20).
Segundo as Escrituras vemos que, a partir de uma crise moral reinante Deus deu inicia a sua aliança com a nova humanidade. <b>(Gn 6.11; 9)</b>. Constatamos também que, a história do povo de Deus e dos homens por Ele usado, desde os primórdios da humanidade se desenrola em meio a crises. A partir de Abrão, o qual vivia uma crise por não ter filhos Deus formou o povo hebreu. <b>(Gn 15.2).</b> Ele usou de uma crise de ciúmes para fazer com que os filhos de Jacó vendessem seu irmão José <b>(Gn 37)</b>.
Depois, a partir de um problema conjugal que certamente existia entre Potifar e sua esposa, <b>(penso que Potifar vivia tão ocupado com os negócios de Faraó que, há muito não se ocupava com sua esposa em casa)</b> o que a fez entrar em crise, por não ter satisfeito seus desejos naturais de mulher caindo assim na tentação de tentar adulterar com José. <b>(Gn 39.7)</b>. Deus permitiu que José por causa de sua fidelidade a Ele e ao patrão, fosse parar na prisão, onde encontrou dois oficiais do Faraó, que foram lançados ao cárcere após crises com o soberano do Egito.

E ali aprisionados o copeiro e o padeiro, entraram em crise, ficando tristes após sonhos que tiveram, <b>(Gn 40.7),</b> mas José que apesar de sua injusta condenação se preocupava com o próximo, foi tocado por Deus ajudando-os, revelando-lhes o significado de seus sonhos. <b>Penso que, a crise do padeiro chefe aumentou mais ainda, com a interpretação de José, que lhe fez saber que morreria em três dias.</b>, pois os sonhos pressagiavam liberdade para o copeiro e morte para o padeiro. Por meio de todas estas situações critícas, Deus preparava José a fim de usá-lo como instrumento de libertação em meio a uma situação dramaticamente maior.
O tempo passa e dois anos depois da libertação do copeiro-mor foi à vez do Faraó entrar em crise, após um sonho que pressagiava tempos de crises, <b>(Gn.41).</b> Por meio da <b><i>crise faraônica</i></b> em querer saber o significado do intrigante sonho, o copeiro lembrou-se de seu sonho no cárcere e, finalmente recordou-se de José, o qual fora libertado da prisão.
Deus cumpriu assim seus desígnios, elevando José ao poder em meio a uma crise de proporções mundial <b>(Gn 41.30)</b> usando-o, como instrumento de manutenção da vida em um período de fome que se abateu sobre a terra <b>(Gn 50. 20)</b>.
Naquele período da história humana, na corrente que a compõe, José foi apenas um “Elo” sucedido por Moisés, o qual entrou em cena na história judaica 400 anos depois, para libertar o Povo judeu da crise opressiva a qual foram submetidos a partir da ascensão de um Faraó que não conhecera os feitos de José.
Deus é Senhor da História, e opera a partir e em meio às crises, independentes de suas causas, sejam elas individuais ou coletivas, morais ou financeiras, nacionais ou internacionais. Por meio de sua graça, Deus possui o poder de fazer com que aqueles que se mantém atento a seu agir, sejam instrumentos abençoados e abençoadores mesmo em meio as mais agudas e desesperantes situações.
Ele é o Melhor e Maior gestor de crises do universo, pois gerenciou com poder e graça a economia da salvação humana, em meio a uma crise criada pelo mau uso da liberdade adâmica. Adão diante do: <b>“obedecer ou não obedecer, eis a maçã”</b>, escolheu desobedecer a Deus e nele a humanidade se afastou do propósito original do Criador.
Mas, na plenitude dos tempos Javé, por meio da obediência de Jesus Cristo, o segundo Adão, superou a crise relacional entre o divino e o humano, reconciliando consigo mesmo o mundo. E o resultado final da crise gerada por Adão, mas, gestada por Cristo é que: entre Deus e todos aqueles que crêem no Nome do segundo e ultimo Adão, não existem mais crise relacional e mais nenhuma condenação, pois a gestão da graça de Deus manifesta em Cristo Jesus, tornou possivel que a humanidade possa novamente com a Divindade se relacionar, agora não mais na condição de criaturas, mas sim na posição de filhos e filhas, posição que a obediência de Jesus Cristo os elevou. Adão gerou a crise, fazendo decair a humanidade, Jesus Cristo pos fim a Crise, elevando a humanidade, por isto afirma o Apostolo: <b>Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.</b>
Segundo minha leitura bíblica, crises sempre existiram e sempre existirão, em maiores ou em menores escalas, individuais ou coletivas, nacionais ou internacionais. Inevitavelmente elas se manifestaram em todas as áreas da vida humana. Mas, no controle está Deus, assim como indaga Jeremias: <b>Acaso, não procede do Altissimo tanto o mal como o bem?</b>, ou seja, ainda que não seja Deus o causador dos males que nos atingem, Ele tem o conhecimento e o controle da situação e quer em meio as crises nos usar como instrumentos abençoados e abençoadores.
Em Cristo, pela fé o Espírito Santo nos faz como “elos” os quais ligados uns aos outros forma o Corpo de Cristo, a Igreja do Senhor Jesus, contra a qual as portas infernais não prevalecerão jamais. De posse desta poderosa promessa, firmados e fortalecidos na abundante graça que há em Cristo Jesus, diante do cenário de crise que se descortina em 2009, devemos agir a semelhança da Igreja Cristã Primitiva que em meio a uma grande crise de fome uniu forças sendo instrumento de Deus para abençoar a outros <b>(At 11.28, 30).</b>
A presente crise, para aqueles que acreditam em um Deus Senhor da História, nada mais é do que o Kairos de Javé, momento propício por Ele proporcionado para que, aqueles que Nele crêem tornem manifestos ao mundo Sua graça, por meio da partilha, da acolhida, da solidariedade com os desempregados, anunciando com palavras e atos o Evangelho.

Contudo, não sejamos ufanistas e alienados, pois a crise certamente se abaterá sobre inúmeros de nós cristãos, assim como aconteceu com os cristãos da Judéia, os quais precisaram da ajuda da Igreja em Antioquia. Em tempos de crises, os mais fortes devem ajudar os mais fracos, os países ricos socorrerem os pobres, e é dever da Igreja orar por lideres com responsabilidades mundiais como <b><i>Barack Hussen Obama.
</i></b>
A crise mundial promete ser longa, porém, ela não deve ser objeto de temor desesperador para nós cristãos, pois nosso Deus, é um Deus, <b>que faz nascerem as mais belas flores nos mais estéreis dos solos, basta tão somente que movidos por sua graça nos púnhamos a semear a tempo e a fora de tempo, pois o kairos de Deus é hoje.</b>
Em tempos de crise, a fé nos ajuda e vislumbrarmos as oportunidades de anunciarmos a graça de Deus.
Saíamos a semear firmados sempre nestas inefáveis e infalíveis promessas: “<b>Quem nos separará do amor de Cristo? A (crise) tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.”</b>
Saíamos semeando e cantando, assim como Habacuque cantou em tempos de crises: <b>“Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas. (Para o cantor-mor sobre os meus instrumentos de corda). Hc 3.17,19.</b>
Pr. José do Carmo da Silva.
Igreja Metodista em Fátima do Sul – MS.

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