Arquivo de agosto, 2008

Publicado: 11/08/2008 em Uncategorized
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pensador.info


Penso que, de todas as respostas para as crises e dramas existências da humanidade, a religião ainda é a melhor resposta. Assim creio, (e ao crer já estou manifestando-me como ser religioso), pois a meu ver a religião nasce do interior do homem, surgindo como uma resposta, para questões antigas e atuais, as quais a ciência não pode e jamais poderá responder. Questões da alma, questões, que acompanham a humanidade desde o seu estado primevo, e que despertaram nela, o buscar fora de si, àquilo que falta em seu interior, ainda que atualmente ela esteja cercada pela tecnologia e os maiores avanços da biologia, que podem adiar, mas não evitar a morte.

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Penso que a força de um povo para continuar lutando contra a dominação, o preconceito e a discriminação étnica, está ligada a sua fé, por mais que ao outro ela pareça estranha. A fé é elemento que concede ao individuo, e a sociedade, forças subjetivas, para ter e alcançar objetivos. A fé no etéreo, no transcendente, possibilita, ao homem vencer as vicissitudes do mundo material. Quando os homens perdem a fé, é por que perderam a capacidade de trazer a sua memória, razões que lhes tragam esperanças. E estas razões, muitas das vezes estão na crença de que para além deles e seus duros cotidianos, existem um lugar e alguém maior. A este lugar, alguns povos chamam: “céu”, outros: “seio de Abraão”, outros: “terras sem males”. A este alguém maior, algumas etnias, chamam de Nhandejara, Modimo*, Olorum*, Alá, e outros ainda de Javé.

Pensando isso imaginei a seguinte situação: “Um dia todos os povos do mundo se reuniram para um desafio. Um cristão propôs que, todos os religiosos do mundo, que criam na existência de um deus, se juntassem em uma grande planície e invocassem ao mesmo tempo o nome de sua divindade. O desafio foi aceito, e no dia e hora marcada, em uma grande planície, todas as religiões monoteístas, se reuniram para o grande desafio. Ali estavam além do povo reunido, os sacerdotes de cada religião. O cristão que fez o desafio ditava as regras do jogo. E então gritou: – todos os sacerdotes venham para o centro. Ao que todos obedeceram. O Cristão falou-lhes: – Olhem para aquele grande relógio, daqui a cinco minutos, quando forem seis horas em exato, todos a uma só voz deverão gritar o nome de seu deus. A divindade que aparecer primeiro, será o único e verdadeiro deus. Para sabermos quem de nós estava crendo no deus verdadeiro, aquele que o reconhecer como sendo o deus que em seu coração imaginava, deverá correr para ele, e o abraçar. Todos sonoramente gritaram – amém!

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O exercício do ministério pastoral traz um peso de responsabilidade sobre nós, pois ao recebermos a ordenação, ou uma licença para o exercício de tal ministério, já não somos mais pessoas comuns. Ser pastor no Brasil, “por hora” ainda é ser pessoas a quem a sociedade, ou boa parte dela “ainda” deposita créditos, e espera que honrem no ministério o nome do Deus que declaram crer e da instituição (Igreja) a qual representam. Frisei “por hora” e “ainda”, pois teorizo que diante de tantos escândalos, envolvendo pastores/as e falsos/as pastores/as, tais créditos estão se esgotando.

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