“Jesuslogia” te dou uma para viver.

Publicado: 23/05/2008 em Cronicas Cristãs
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Penso que talvez a maior crise da sociedade brasileira, e quem sabe da humanidade, atualmente seja a falta de modelos referenciais, principalmente para a juventude. Imagino que tal crise, ao menos em solo brasileiro não seja tão atual assim. A meu ver ela já se manifestava em décadas anteriores. Edifiquei esta opinião tendo como base uma música, por nome: “Ideologia”, que foi grande sucesso no final da década de oitenta, de autoria de Cazuza e Roberto Frejat: O meu prazer/ Agora é risco de vida/ Meu sex’n’drugs/ Não tem nenhum Rock’n’Roll/ Eu vou pagar a conta do analista/ Pra nunca mais ter que saber quem eu sou/ Saber quem eu sou/ Pois aquele garoto que iria mudar o mundo/ Mudar o mundo/ Agora assiste a tudo de cima do muro/ Meus heróis morreram de overdose/ E meus inimigos estão no poder/ Ideologia/ Eu quero uma pra viver”.

Além do protesto, o descontentamento com a sociedade, política e outras instituições, a música “Ideologia” mostra as turbulências sociais da década de oitenta. Porém o que mais vejo nela, e que inegavelmente se expressa na estrofe acima citada, é um vazio existente na vida da juventude daquela época, o qual ainda se faz presente na vida de muitos jovens da atualidade. Quando me lembro desta canção, duas perguntas vêm a minha mente: Quem foram os modelos referenciais de Cazuza? E como está hoje, a juventude que tiveram a Cazuza como modelo referencial? Ainda procuro respostas para estas questões, mas tenho algumas coisas a considerar neste artigo. E para isso quero pegar aquilo que Cazuza, foi e ainda é para muitas pessoas: Um modelo referencial.

Talvez você esteja se perguntando, o que é um Modelo referencial? O Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, Século XXI, assim define a palavra modelo: Aquele a quem se procura imitar nas ações, no procedimento, nas maneiras… Pessoa ou ato que, por importância ou perfeição é digno de servir de exemplo. Adicionei a palavra modelo outra: referencial. Aplicando a ela o sentido de ponto de partida ou de chegada, que uma pessoa se torna, por seu testemunho e maneira de viver, fixando-se no imaginário popular como um exemplo a ser seguido, um referencial a ser dado como uma meta a ser alcançada.

Os modelos referenciais existem em todas as áreas da vida humana: Nas sete artes, nos esportes, na religião, na política… São estrelas às vezes em ascendência e outras em decadência. Há alguns dias uma celebridade do mundo futebolístico, tido como um verdadeiro “fenômeno” e que para muitos era tido como um referencial, de repente viu seu mundo desmoronar, tendo sua imagem arranhada e exposta na Mídia nacional e internacional, após ter se envolvido em escândalos com homossexuais. Os referenciais humanos são assim, sujeitos a quedas, e passiveis de transmitirem valores que nem sempre edificam.

Quando perdemos o referencial, certamente encontramos problemas, pois quem segue um referencial, tem em mente chegar a algum lugar, e na falta dele sentir-se-á perdido.

Certa vez, estava tentando obter minha Carteira Nacional de Habilitação. Meu instrutor, na aula de baliza, para que eu pudesse estacionar o carro na lateral da guia, e assim ser aprovado no exame do DETRAM, (Departamento Nacional de Transito) deu-me como referencial, um ponto na forma de asterisco, existente no vidro traseiro do veiculo um Fiat Uno Mille, usado nas aulas, e no dia da prova. Tudo corria bem, seguindo aquele referencial, quando este ficava na direção da primeira baliza, conseguia fazer as três balizas, até três vezes dentro de cinco minutos, tempo limite estipulado pelos inspetores do Departamento Nacional de Transito. Estava confiante. Tão confiante que no dia da prova, fui o primeiro a se apresentar, para o teste. Entrei no carro, fiz todos os passos necessários para por o carro em funcionamento e dar inicio a prova. De repente o inesperado aconteceu! Um dos inspetores repentinamente abaixou o vidro traseiro do automóvel. Naquele momento perdi meu referencial. Como meu instrutor não havia me ensinado a estacionar de outra maneira, reprovei. Aprendi duramente que referenciais humanos e “mecânicos” podem nos trair. Quando mais precisarmos deles, eles podem se abaixar, ou mesmo ser “abaixados” e não termos a quem possamos olhar e seguir.

O mundo precisa de um referencial confiável e inabalável, e por saber que todos nós precisamos de um exemplo a seguir, Deus há dois milênios, enviou seu Filho ao mundo, a fim de que este se firmasse como Modelo Referencial.

O Modelo referencial é alguém a ser ouvido. Em relação a Jesus, Deus diz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi. (Mt 17.5). Jesus como modelo referencial deve ser seguido, porém segui-lo exige decisão e auto – renuncia: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me (Mt. 16.24). Finalmente todo modelo referencial deve ser imitado: Sede meus imitadores como o sou de Cristo. (I Cor 11.1). E automaticamente o que se ouve do modelo a quem seguimos e imitamos, quando genuinamente o fazemos, conseqüentemente passamos a outros: O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco. (Fp 4.9)

Concluo dizendo que Jesus é o Modelo Referencial, que se fosse seguido, teria preenchido o vazio existente no coração de Cazuza. Vazio que ele tentou preencher nas drogas, no sexo desenfreado, e que se evidencia nas letras de sua canção. O Evangelho poder de Deus, para salvação de todo aquele que nele crer, teria preenchido o vazio existente no coração de inúmeros/as cantores/as, bem como da juventude e geração para quem eles/as foram e ainda são modelos referenciais. Foram estrelas, que diferentemente de Jesus Cristo o Sol da Justiça, Perfeito e Eterno Referencial, por não possuírem vida nem luz em si mesmas, se apagaram, tendo vidas e carreiras interrompidas por uma overdose. Estrelas tais como Janis Joplin, Jimi Hendrix, Raul Seixas, Cássia Eller e outros mais por este Brasil e mundo a fora. Afirmo ainda, que Jesus Cristo, permanece como o Único Modelo Referencial, capaz de preencher o vazio da juventude e sociedade atual. Para a geração passada, cujas vidas já se expiraram, não mais há o que fazer, pois como cantou Cazuza: “o tempo não para” e por não parar passou. Mas para a juventude e sociedade moderna o tempo é hoje, e se elas ouvirem a voz de Deus e não endurecerem o coração, certamente encontrará no Evangelho muito mais que uma ideologia para viver. Encontraram sentido para a vida presente e porvir, pois Fiel é aquele que faz este convite: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”. (Mt 11.28, 30)

Pr. José do Carmo da Silva. (Zé do Egito)

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