Arquivo de maio, 2008

O Brasil tem acompanhado atonitamente as investigações, que apontam Alexandre Nardoni, juntamente com Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella Nardoni, como principais responsáveis pelo assassinato da menina. O caso chama a atenção, por não ter sido um assassinato comum. Isabella era uma criança indefesa, que segundo o que já foi apurado até aqui pelos peritos, antes de ser covardemente jogada pela janela do apartamento, teria sido espancada. O crime tem gerado comoção pública, pelo fato de que possivelmente a vida de Isabella foi ceifada, por aquele/a que deveria dela cuidar. Dispensando-a: amor, carinho, e acima de tudo proteção.

O crime choca e gera revolta, pois Isabella, foi tomada nos braços, possivelmente pelo pai, não para ser embalada, como um pai faz carinhosamente com um filho/a. Isabella, se acaso foi tomada nos braços pelo pai, foi para ser lançada. Lançada, não como muitos pais, cheios de carinho, jogam para o alto seu rebento, e alegremente nos braços firmes o apara. Isabella, quem sabe, já sem vida, foi lançada para baixo, atravé de um buraco na rede, que lhe deveria trazer segurança. Mas penso que, em vão existem cercas, para nada servem as redes, se quem deveria amar, não cercou os filhos com carinho, enredando os com laços de cuidado e ternura. Em vão existem redes nas janelas, se o amor não edificar a casa. Quando o amor, não está presente, qualquer ato de fúria, qualquer ato de descontrole, são facas e tesouras afiadas, prestes a furar a rede. Restando depois, somente dissimulação, hipocrisia, e por toda uma vida o atormentar da consciência. Digo, que o amor não estava presente neste caso, pois penso que quem ama, não espanca, quem ama, não se omite deixando outro/a espancar. Quem ama, não mata. Mas se matar em um ato de loucura, por um fatal acidente, quem ama então põe de lado as máscaras, derramando lágrimas de real arrependimento, assumindo a culpa e se submetendo ao rigor da lei até as ultimas conseqüencias.

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Penso que talvez a maior crise da sociedade brasileira, e quem sabe da humanidade, atualmente seja a falta de modelos referenciais, principalmente para a juventude. Imagino que tal crise, ao menos em solo brasileiro não seja tão atual assim. A meu ver ela já se manifestava em décadas anteriores. Edifiquei esta opinião tendo como base uma música, por nome: “Ideologia”, que foi grande sucesso no final da década de oitenta, de autoria de Cazuza e Roberto Frejat: O meu prazer/ Agora é risco de vida/ Meu sex’n’drugs/ Não tem nenhum Rock’n’Roll/ Eu vou pagar a conta do analista/ Pra nunca mais ter que saber quem eu sou/ Saber quem eu sou/ Pois aquele garoto que iria mudar o mundo/ Mudar o mundo/ Agora assiste a tudo de cima do muro/ Meus heróis morreram de overdose/ E meus inimigos estão no poder/ Ideologia/ Eu quero uma pra viver”.

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O pentecostalismo é um movimento cristão, iniciado por um pastor de etnia negra, neto de escravos libertos, por nome de William Joseph Seymour nascido em Centerville, Louisiana em 2 de Maio de 1870, e morto a 28 de Setembro de 1922. Como movimento o pentecostalismo possui um grande poder de penetração, e este fator permitiu-lhe, a não restrição as denominações oriundas do mundialmente conhecido avivamento da Rua Azuza, ocorrido entre os negros americanos em Los Angeles nos ano de 1906 a 1909. Graças a este poder de penetração, algumas características do movimento se fazem presentes nas Igrejas Protestantes históricas, e também na Católica Romana, via movimento carismático, que a semelhança do pentecostalismo clássico apregoa uma experiência do cristão com o Espírito Santo, através de um pentecostes pessoal, seguido pela manifestação de dons.

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Estamos vivendo a época do marketing, onde se propaga a idéia que tudo depende de uma boa estratégia de mercado para se obter sucesso. Livros como: O Monge e o Executivo, do americano James Hunter e outros, são sucessos de vendas. O meio empresarial secular busca resgatar valores espirituais aplicando-os à lógica do mercado. Enfim, a onda agora é ser espiritual. Não importa de que matriz seja a espiritualidade. A moda agora é ter uma, seja no estilo de Jesus, Buda ou qualquer outro grande líder oriental ou ocidental, antigo ou pós-moderno, podendo até mesmo ser Raul Seixas, Renato Russo ou Paulo Coelho; o que importa é manifestar alguma forma de espiritualidade e seguir um líder. Tudo é lícito desde que a influência dos líderes sobre seus seguidores gerem divisas, aumente a produção, colaborando com a empresa no alcance de suas metas. Então a frase de efeito é: faça o que tu queres, pois é tudo da lei. A lei de mercado.

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Das profundezas

Publicado: 21/05/2008 em Poesia
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Pesadelo…

Ouve se os gritos, prantos, desespero,

Lágrimas, pela face de ébano a rolar.

O tumbeiro se afasta da costa, singrando o alto-mar.

Deixo para trás, clã, tradição,

em troca receberei açoites e humilhação.

Não escolhi partir, estou sendo seqüestrado.

Vejo ao meu lado minha mulher e filhos,

todos como eu também acorrentados.

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Eu por eu mesmo.

Publicado: 21/05/2008 em Poesia
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Você me pergunta: quem eu sou?

Quem eu sou, lhe respondo, em prosa, verso e rima.

Eu sou nascido de Deus.

Mas, sou ser em construção,

Sou ser desejante, imperfeito, a caminho da perfeição.

Sou de Jesus, Jesus é meu, por isto sou Cristão.

A cada erro e acerto aprendo nova lição.

Sou feliz, sou poeta, sou negro, sou profeta,

Amar a Deus, servindo o próximo, tem sido a minha meta.

Aprecio a boa música, amo poesias e canções,

Interesso-me por bons filmes, por livros tenho paixões.

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O ecumenismo tem sido um divisor de águas em meio aos cristãos. Muitos o defendem por sinceridade, outros por conveniências e lucro próprio. Há também cristãos que vêem nele um estratagema da Igreja Católica Romana, para novamente dominar a cristandade, e por essa visão e pensamento se declaram antiecumenicos. O documento intitulado “Dominus Iesus” (Senhor Jesus), escrito pelo cardeal Joseph Ratzinger, delegado da congregação para a doutrina e fé, (antigo Santo Oficio) em 2000, ressuscitou uma posição do Concílio de Trento, afirmando ser a Igreja Católica a única portadora da salvação. Tal documento, em parte comprovou o pensamento dos supracitados opositores ao movimento ecumênico em relação à Igreja Católica Romana. O documento Dominus Iesus que qualifica a Igreja Católica como única igreja verdadeira, foi refutado por alguns teólogos libertacionistas. Os teólogos contrários ao documento qualificaram- o como semelhante ao Syllabus de Pio IX, e de estar em oposição às decisões do Concílio Vaticano II. Na visão de tais teólogos o teor do documento é de característica ofensiva aos demais cristãos. Entre os contrários ao Dominus Iesus estão teólogos importantes como Hans Küng, Jon Sobrinho e Leonardo Boff.

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